quarta-feira, 8 de maio de 2013

A época até ontem. E ontem...

Há já algum tempo que estou para regressar aos blogues.
Tive um blog a solo onde analisava temas mais políticos. Outro em conjunto com outras pessoas onde o tema era o mesmo. Mais alguns, a solo ou em conjunto, que versavam sobre temas variados. Mas acabei por me fartar. Hoje volto. Com um tema que não é menos polémico que política (a política a sério, não as tricas partidárias).
O tema é futebol. Mais particularmente o Benfica. O politicamente correcto (ou futebolisticamente correcto) não irá abundar nestas páginas. O aviso está feito.


O Benfica começou a época de uma forma triste. O Javi García e o Witsel saíram. Muitos euros, mas poucas soluções na equipa.
Não tinha grandes perspectivas para este campeonato. Sem defesa esquerdo e com uma adaptação que meteu água no primeiro jogo. Sem suplente para o lateral direito adaptado. Um médio defensivo que tivera poucas opotunidades na época anterior e que não deu sinais de ser alternativa à altura de quem saiu. Um extremo a médio centro. Um novo ponta-de-lança, comprado sob o final da época de transferências, que não me enchia o olho.

Achei que tudo ia correr mal. O castigo imbecil ao Luisão e a entrada apatetada na Liga dos Campeões fizeram-me desanimar ainda mais.

E o Jorge Jesus. Nem no ano da vitória no campeonato me convenceu. Três anos com a equipa a chegar estoirada a Fevereiro.

De repente, quando nada o fazia prever, as coisas começam a compor-se.

O Jardel, que tantos erros apatetados fez desde que está na Luz, fez esquecer que o Luisão estava na bancada.
O Matic tornou-se o melhor médio da Liga.
O Melgarejo, longe de ser um grande defesa, conseguiu não comprometer.
O Enzo Pérez não faz tudo o que um médio deve fazer, mas faz a maior parte, e ainda inventa soluções.
O lIma marcou golos atrás de golos.

O treinador começou a rodar a equipa, André Gomes, André Almeida, Luisinho, Gaitán e outros vão entrando na equipa aos poucos, permitindo poupar os titulares mais utilizados.

A Liga dos Campeões foi uma decepção. A derrota em Moscovo, com um dos clubes mais fracos da competição estragou a fase de grupos.
No campeonato, depois da vitória difícil em Paços de Ferreira (com uma equipa que se viria a confirmar sensação da prova) ninguém esteve nunca ao nível do Glorioso.

Chegado agora a um tema recorrente neste país mal frequentado. Arbitragem.
Não foi muito gritante, mas os "erros" estiveram lá. O golo mal anulado ao Benfica no 2-2 com o Braga. O penalti (convertido) por falta fora da área no 2-2 com a Académica. O penalti descarado que o Pedro Proença não assinalou no 2-2 com o Nacional.
Os beneficiados de sempre conseguiram arrancar uma vitória 1-0 ao Moreirense porque o segundo guarda-redes não foi sancionado. Conseguiram um empate, sem saber ler nem escrever, devido a um golo ilegal por carga ao guarda-redes no 1-1 com o Olhanense. A placagem dentro da área sobre o Ukra, do Rio Ave, na vitória por 2-1, também passou em claro.
Pequenos momentos, sempre em benefício dos mesmos, que desequilibraram o Campeonato. O Benfica neste momento tem 2 pontos de vantagem. A agremiação odiosa com menos 5 e o Benfica com mais 6 e vê-se que os festejos já estariam instalados há semanas. Ainda tem aquela gente lata para falar no Capela. Já agora, sobre Capela, convém ver isto.

Depois de uma época muito boa, o Benfica chega a três jogos do fim do campeonato e empata com o Estoril. A festarola que já andava a ser feita por antecipação. Nunca gosto de o fazer. Não gosto de ver outros a fazer. Há quem acredite em Deus, há quem acredite em búzios, há quem acredite em karma, há quem acredite em coincidências. Mas todos sabem que não se deve dar as coisas por garantidas.
Se o Benfica teve que suar o que teve para vencer o Marítimo, porque é que o Estoril, que está à frente dos madeirenses na tabela classificativa, seria mais fácil? Razão teve o treinador do Estoril, ao dizer que todos pensavam que os jogos decisivos eram com Sporting e Marítimo. Menosprezar adversários nunca deu bom resultado.

Agora? Agora o Benfica está com mais dois pontos que os corruptos. Agora sujeita-se à proençada que há de vir.

Segunda à noite e ontem durante o dia, dava tudo como perdido. Mas depois comecei a animar. Não é impossível. Nunca há impossíveis.
Em Dezembro de 2009, um Benfica sem Di Maria, sem Aimar, com o Ramires saído de lesão, com o César Peixoto a defesa esquerdo, Urreta no seu único jogo da época, Luís Filipe e Felipe Menezes suplentes utilizados, jogou com o Porto que ia passear à Luz e que nem um remate fez na primeira parte. E o que fez em todo o jogo foi ridículo.
Antes desse jogo os adeptos do clube corrupto estavam felicíssimos, iam ganhar sem problemas. No único acto de confiança excessiva que me lembro disse "a questão não é se o Benfica ganha. A questão é por quantos!" Riram-se, mas dias depois não estavam tão felizes.

Termino dizendo que às vezes uma pessoa tem sonhos que se materializam.

Há uns tempos sonhei que, devido a erro burocrático, eu e uma série de colegas tinhamos que voltar ao secudário para finalizar umas disciplinas. Alguns dias depois um amigo meu disse que ia tentar entrar na Universidade, fazendo os exames de acesso para mais de 23 anos.

Gostarão os leitores de saber que pouco depois tive outros sonho. O Benfica ganhava o campeonato. A jogar fora. 0-1. 86 minutos. Golo de Aimar. As coisas podem não se passar exactamente assim. Pode não ser no Sábado, pode ser qualquer outro resultado, os golos até podem ser auto-golos. Mas o Benfica vai ganhar.

Se não acredito nisso a corrupção já venceu.

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