domingo, 12 de maio de 2013

Ingenuidades

Quem se lembra do Benfica-Porto da época passada, para além de um Porença vintage, lembra-se do James Rodriguez pegar a bola no meio campo do Porto, correr 40 metros sem ninguém a chatear, e no meio de dois ressaltos chutar para a baliza e fazer o 2-2.

Ontem, depois de um jogo em que o Benfica marcou primeiro, o Porto empatou com extrema felicidade, e 90 minutos em que o Porto tinha a bola mas não sabia o que lhe fazer, chegou-se aos descontos.

Quando o Benfica devia ter esperado que eles viessem, foi lá à frente. Com a equipa do Benfica toda desposicionada há um contra ataque. Isto é ingenuidade.
Mais ingenuidade é um contra ataque, a 2 minutos do fim, com a bola na zona de meio campo, não ser parado. Em falta. Quando o portador da bola chega à linha de meio campo, seja um puxão na camisola, uma rasteira ou um soco na boca, NÃO PODE PASSAR!

Se alguém tivesse feito falta o que era o pior que podia acontecer? Um livre a 40 metros? Um amarelo? Uma expulsão se o jogador já tivesse amarelo ou fosse muito bruto? E depois? Na pior das hipóteses resultava num livro pouco perigoso e em jogar com menos um durante 2 minutos.

A falta de discernimento que atacou a equipa do Benfica nos descontos foi uma coisa imbecil. Ingénua. Quem está a dois minutos do fim, com um resultado que interessa, não sai do seu meio campo. Não permite contra-ataques. E se permitir pára-os em falta, dê por onde der.

 Uma equipa que se arrastou em campo metade da época, com um treinador que percebe menos de futebol que um par de ténis sujos, arrisca-se a ganhar o campeonato porque os jogadores do Benfica não souberam dar uma rasteira a um gajo.

Isto é que me chateia.

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